Fabricantes

Lista de produtos por produtor Quinta de Covela



Apresentação




Num anfiteatro natural com exposição a Sul nas encostas do rio Douro, situado na fronteira entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a região de xisto dos Vinhos do Porto, situa-se, desde o Século XVI, a Quinta de Covela.

Com vistas panorâmicas sobre o rio, a quinta tem 49 hectares, dos quais 18 plantados com vinha, distribuidos por duas freguesias do Baixo Douro, São Tomé de Covelas e Santa Cruz do Douro, reconhecidas pela sua extraordinária beleza natural e pela sua rica história cultural.


 


História



Datada do Século XVI, a antiga Casa de Covela, formada pelas ruinas do solar renascentista, os lagares e a capela, testemunha a presença multisecular da produção de vinho e a importância histórica desta quinta.

Em tempos mais recentes, a Covela pertenceu a Manoel de Oliveira, um dos mais importantes cineastas europeus da metade do século passado até à atualidade. O realizador, também ele um "Homem do Renascimento", transformou a quinta em várias frentes, construindo aqueductos, muros maciços, casas de pedra e eiras de granito para secar o milho aqui cultivado.

No final dos anos 80, a quinta foi adquirida pelo empresário Nuno Araújo que investiu fortemente nas vinhas e nos vinhos e criou a marca Covela. Nos anos seguintes os vinhos foram ganhando uma crescente notoriedade nacional e internacional com os seus rótulos modernos e assemblages distintas. Finalmente, em 2007, a conquista do estatuto de produtor biodinâmico, colocou a Quinta de Covela firmemente na vanguarda vinhateira do país.

Além da casa principal e da adega, desenhadas e ampliadas pelo cineasta durante os anos 50, a Quinta de Covela possui, atualmente, três casas modernas, de linhas sóbrias cujo projeto arquitetónico é assinado por José Paulo dos Santos, um dos mais conceituados arquitectos de Portugal. Com interiores confortáveis e contemporâneos, estas casas desfrutam de uma vista cinematográfica sobre as vinhas e o deslumbrante vale do Douro.


 



Terroir



No capítulo terroir - o conjunto das características geográficas, geológicas, climatológicas e humanas que define a qualidade das uvas produzidas num lugar específico - a Quinta de Covela foi francamente favorecida pela natureza.

A sua localização, na margem direita do Baixo Douro, a sua forma topográfica em anfiteatro exposto a sul, o seu micro-clima, quase mediterrânico, os seus solos graníticos e pobres que obrigam as raízes das vinhas a procurar água e minerais nas profundezas das terras, resultam em Vinhos Regionais (Minho) únicos, pela sua grande qualidade e pelo seu carácter distinto. Desde os anos 80, os vinhos Covela, assemblages de castas portuguesas e internacionais, são sinónimos de inovação, qualidade e individualidade.






Renascimento



Em 2011, depois de um breve período de abandono, a Quinta de Covela voltou a reerguer-se com novos proprietários oriundos de áreas tão diversas como finanças, agricultura e media. Cientes da excelente reputação da marca que os vinhos Covela deixaram entre os enófilos, optaram por reconduzir a antiga equipa, nomeadamente o enólogo Rui Cunha, envolvido no projecto original desde 1992 e responsável pela criação dos vinhos Covela desde 1998. Estes continuam a ser assemblages de castas portuguesas e internacionais, com as castas Avesso e Touriga Nacional servindo de traves-mestra.

Arinto, Chardonnay, Viognier e Gewürztraminer reforçam o Avesso nos brancos, enquanto Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot Noir - as três principais castas dos vinhos de Bordéus - complementam a Touriga Nacional para gerar tintos de personalidade forte.

Nos últimos dias do Verão a vindima é realizada manualmente, por parcela e por casta de forma minuciosa. Segue-se a fermentação alcoólica, em cascos de carvalho ou em cubas de aço inox, dando origem aos Vinhos COVELA Escolha, COVELA Palhete e COVELA Colheita Seleccionada.

Nos anos em que a colheita atinge uma qualidade excepcional é produzida uma edição especial COVELA Fantástico. O engarrafamento, rotulagem e armazenamento são realizados na quinta.

Com o intuito de manter a Quinta de Covela na vanguarda das tendências do universo dos vinhos e explorar o seu invulgar potencial, renasce também este ano um campo experimental, com uma dúzia de castas, na sua maioria portuguesas e menos conhecidas internacionalmente. Os resultados destes estudos e ensaios poderão transformar-se futuramente em novos rotulos dos vinhos Covela, ou em novas assemblages da marca. 




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